FINANCIAMENTO DE IMÓVEIS E A TAXA DE JUROS

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Quem utiliza financiamento imobiliário como recurso para a compra da casa própria deve estar preparado para lidar com termos como amortização, tabela price, SAC, SACRE, etc. Todos estão relacionados à aplicação dos juros nas parcelas do financiamento, por isso é importante entender cada um deles. As imobiliárias podem te ajudar.

De acordo com a imobiliária, um financiamento bancário funciona assim: um cliente recebe um capital X. Sobre esse valor são cobrados juros e todo mês é preciso pagar as parcelas ao banco para quitar a dívida. As parcelas são divididas em 2 partes: uma é a amortização (parte do capital que será devolvida ao banco) e a outra, os juros (como um tipo de aluguel do dinheiro que o banco emprestou para o cliente comprar o imóvel). E é o próprio banco quem define o limite de valor do imóvel, o limite para disponível para financiamento e as taxas de juros.

O modo como as prestações serão pagas e os juros dependerão do sistema de amortização da dívida, que pode ser de 3 maneiras:

  • tabela price: as prestações são fixas e os juros e amortizações são crescentes, as parcelas começam menores e crescem ao final do contrato. Como o valor a ser abatido no início é muito baixo, as parcelas tendem a ficar muito altas no fim do financiamento.
  • SAC (Sistema de Amortização Constante): a redução do valor total das parcelas é bem significativo, elas diminuem ao decorrer do financiamento. No início, as parcelas podem ser bem altas, mas tem a vantagem do comprador ter mais controle ao final do contrato com parcelas bem menores.
  • SACRE (Sistema de Amortização Crescente): as prestações são decrescentes e a amortização crescente. Neste sistema, o saldo devedor é corrigido antes da parcela, assim os juros são menores do que a amortização.

Distratos terão novas regras

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O governo pretende fechar uma proposta de regulamentação dos distratos (desistência da compra ou venda do imóvel na planta). As construtoras, incorporadoras, ministérios da área econômica e os representantes dos consumidores chegaram a um acordo nos principais pontos de uma proposta intermediária sobre o tema.

No caso de imóveis de até R$ 235 mil, a construtora teria direito a ficar com o custo da corretagem mais até 20% do valor já pago pelo comprador, desde que o total não ultrapasse 5% do valor do imóvel. Para imóveis acima desse valor, a empresa poderia ficar com o custo da corretagem mais até 50% das prestações já pagas, desde que o total não ultrapasse 10% do valor do imóvel. No caso de imóveis comerciais, o retido pela construtora não poderia ultrapassar 12% do valor do imóvel.

Entre os itens citados está o direito de arrependimento. O consumidor teria a possibilidade de desistir, em até 7 dias, de uma compra feita em estande de venda. A regulamentação pode acabar com o prazo de tolerância de 6 meses, depois de encerrado o contrato, que é  dado às construtoras para entregar os imóveis. O limite passaria a ser os últimos seis meses do contrato, quando o comprador já precisará arcar com as despesas da entrega da chave. Se o imóvel não for entregue, a indenização será de até 0,5% do valor do imóvel.

A ideia é que essa medida só tenha validade para os contratos que vão ser assinados depois da regulamentação. A proposta precisa dar mais segurança jurídica às empresas e maior proteção ao comprador, principalmente o adimplente que quer o imóvel e pode ser prejudicado pelo alto índice de distratos que vem ocorrendo no país nos últimos tempos.